Leucemia e outras
Linfoma não Hodgkin
O linfoma de Não-Hodgkin representa um grupo de linfomas com distinções entre os tipos baseados nas características das células malignas, ou seja, representa um grupo das doenças e não apenas um tipo. Têm diferentes classificações quanto à progressão e incidência. Cada um agrupamento histológico é diagnosticado e tratado diferentemente, e cada um tem factores prognósticos que o categorizam como mais ou mais menos favorável.
Causas e factores de risco
A incidência anual de linfomas quase duplicou nos últimos 35 anos sendo que se desconhece a causa exacta deste factor. Há um aumento aparente na incidência do linfoma nas comunidades agrícolas; estudos apontam para ingredientes específicos nos herbicidas e nos pesticidas como sendo associados com a ocorrência do linfoma, mas a quantidade de tais exposições na frequência do linfoma não foi definida.
Está no entanto provado que os linfomas não são contagiosos nem hereditários.
O diagnóstico de linfoma baseia-se sempre na caracterização anatómica do tumor em conjunto com o exame histológico (ou biópsia) da lesão. É muitas vezes necessário recorrer a métodos de imagem (radiografias e TAC) e exames laboratoriais para avaliar as repercussões da doença. Existem essencilamente 2 variedades de linfoma - o linfoma de Hodgkin (cerca de 20% dos casos) e o linfoma não-Hodgkin (cerca de 80%), sendo o linfoma de Hodgkin mais frequente em doentes jovens e o linfoma não-Hodgkin mais frequente em idades avançadas.
Um diagnóstico de linfoma pode provocar uma resposta emocional profunda nos pacientes, membros da família, e amigos. Depressão, negação um sentimento de desespero, e o medo são reacções normais e usuais. Nenhuma reacção é considerada mais normal do que qualquer outra. Existem hoje em dia múltiplas formas de tratamento de linfomas, que se baseiam essencialmente no uso de medicamentos em regra conhecidos por quimioterapia, associados ou não a radioterapia e mais modernamente, medicamentos específicos de células tumorais, como sejam anticorpos monoclonais.
Ao contrário do que é ainda frequente observar no conhecimento popular, muitos linfomas podem ser actualmente curados ou controlados de forma eficaz, proporcionando sobrevivências longas. Contudo noutros casos a cura pode exigir o recurso a transplantação de medula óssea.
O tratamento administrado a pacientes portadores de linfoma não-Hodgkin é escolhido especificamente para cada indivíduo. Essa escolha depende de muitos factores, incluindo ser de diagnóstico recente ou recorrente, se é do tipo indolente ou agressivo, em que estágio se encontra, qual é o tipo, ou ‘grau’, do quadro geral de saúde e idade do paciente, das suas necessidades e desejos.
Linfoma Não-Hodgkin representa 85% dos linfomas e a sua incidência está a aumentar.
Para mais esclarecimentos consulte: http://www.roche.pt/sites-tematicos/linfomas/index.cfm/o_que_e/inicio/

